Revista Terceira Margem Amazônia - Ano 1 - Nº 1 - 2012

Autor:

Ano:

2012

Número de páginas:

224

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Sinopse:

 

A ideia de Terceira Margem remete ao plural, pressupondo as duas convencionais. Como fazê-las e nelas viver fazendo a história de margens que resistem e se constroem? Margens que falam do outro, pensam o impossível e ouvem o inaudível? Esta terceira margem pode ser nativista e globalizante, e se pretende entre, nos interstícios, como um ocupante, posseiro, observador, invasor irreverente.

Esta é uma proposta de pensar-viver a Amazônia para além das hiperbolizações, lamúrias, varredouros, inquietações diante das iniquidades contra os homens e a natureza. Natureza e homem se reapresentam como no imaginário indígena: unidos.

Viver, conviver com a diferença, exibi-la como uma versão-fato da condição do homo sapiens no trópico-mundo.Terceira Margem Amazônia pretende ser uma revista trans, pluri, multi disciplinar, que pensa, reflete e expressa a região em suas complexidades.

Reconhecer, não negar as histórias já vividas. O mundo amazônico não está no começo. O fardo do passado também pesa e o futuro poderá ser mestiço amazônico-índio-caboclo-branco-negro.

Messianismo, não! Mas por que esquecer a utopia de uma terra reconciliada e próspera? Caminhos múltiplos, dissidentes, mas sabendo contar com os que buscam...

Não falaremos “do outro”, mas “com o outro”, diálogos no qual o especialista aprende com o nativo as suas tradicionalidades e compreende as “condições de possibilidades” e dos desejos do mundo amazônico.

Abertos ao mundo dos sem voz, sem arrebatar as suas falas, mas ecoá-las.

A Amazônia é assunto para todos os níveis de acadêmicos, acessível a uma humanidade que vive e constrói o seu mundo peculiar de índios, negros, caboclos e imigrantes das mais diversas culturas.

Terceira Margem Amazônianasce com a marca da ruptura com a concepção dualista e se abre para as heresias, desde que elas convençam com os fundamentos da complexidade do diálogo.